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14/11/2019 - 18:15

 

Na última terça-feira (12), a Prodepa apresentou para entidades parceiras o Sistema de Atendimento Integrado à Mulher (SIV Mulher), voltado à mulheres em situação de violência doméstica.

O objetivo principal do sistema é auxiliar no enfrentamento da violência contra à mulher e reintegrar as vítimas de agressões ao mercado de trabalho, fornecendo ajuda a partir do acesso aos serviços de proteção e empoderamento do sistema, especialmente na qualificação profissional da área em que ela deseja atuar. A medida visa promover a cidadania e evitar a revitimização.  O serviço está em fase de finalização e deve ser lançado em breve.

Para alcançar estes objetivos foi implantado no sistema o Formulário "FRIDA", que define a gravidade de risco da mulher e o Empoderamento Empreendedor, que buscará qualificar as mulheres que sofrem violência doméstica ao mercado de trabalho. Tendo em vista reduzir os números de casos de feminicídio, que cresceram mais de 20% e também outras formas de agressão, que tiveram mais de 19 mil registros de ocorrências no estado do Pará, de acordo com a pesquisa do Monitor da Violência, projeto do Portal G1.

O Formulário FRIDA é uma normativa do Conselho Nacional do Ministério Público, gerador de avaliação de riscos, que através das respostas das mulheres, estabelece um grau de situação de risco da usuária do sistema, mas não é de preenchimento obrigatório.

Foi apresentado também o aplicativo integrado ao SIV Mulher, que usa os dados da usuária do sistema para auxiliá-la na prevenção da violência. O aplicativo ainda não foi lançado, mas está em fase de finalização dos ajustes para melhor atender as necessidades de cada usuária. “Também colocamos no meio virtual, através do aplicativo, abas de dados pessoais e profissionais. E por fim, uma série de perguntas, que direciona quais tipos de cursos é de interesse da mulher, seguindo assim o procedimento para a sua qualificação profissional.” explica Hitoshi Seki, Analista de Sistemas da Prodepa. 

Os parceiros presentes deram sugestões e opiniões sobre o sistema para aperfeiçoamento antes de ser lançado. As expectativas são positivas e as entidades envolvidas acreditam em bons resultados, como esclarece o Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado do Pará, Franklin Lobato Prado. “Esperamos que o sistema dê a possibilidade da mulher vítima de violência doméstica, ter o atendimento nas entidades que foram cadastradas ao sistema de forma qualificada e rápida. Para que ela receba o atendimento psicológico, assistencial e uma qualificação profissional, visando que ela seja inserida numa política pública de geração de emprego e renda.”